quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sentimento de seminarista Jonas Rafael Ludwig


Pedir a uma criança o que ela pretende ser quando Grande, provavelmente é uma pergunta com resposta pronta, porém pedir a ela se ela quer ficar Padre, parece piada, o “não” parece que nunca se transformará em “sim”, o saber que o padre não pode casar, talvez seja para ter tanta certeza. Mas assusta mais quando se ouve de crianças não só um “não” para ficar Padre ou simplesmente entrar no seminário, mas sim um não contínuo, para alguma ordem que recebem dos pais.
Porém, pode acontece que num determinado momento da vida, alguém que fala “não” para determinada coisa, recebe um “impacto”, e “pafthi”, entra num seminário, ficando seminarista diocesano ou religioso, aí o “cara” pode falar; - agora sou seminarista. Um tituluzinho bem reconhecido na comunidade católica onde há a diferença do seminarista que opta em estar em comunidade, sendo alguém que é questionado, cobrado, ou ser simplesmente ser um “estar no seminário”.
E a pergunta fundamental das pessoas para com um seminarista, “Você vai ser Padre mesmo?” uma boa pergunta para um seminarista, mas muitas vezes um “sim” não sai da boca, afinal, é e torno de uma década de formação até o sacerdócio, e há a filosofia, onde há muito seminarista em “crise” constante. Por isso, é necessário um apoio da oração do próprio, mas também de todos os conhecidos, especialmente os mais próximos.
Motivos para sair do seminário em épocas ruins não faltam, mas muitas vezes a vocação na sua totalidade, fala mais forte; 1° Há desafios tão grandes nesse mundo onde ha muita confusão, que a religião parece apenas dar conta de uma pequeníssima parte, há problemas que são insolúveis, pessoas que não se deixam tocar por palavras e gestos, que não em um olhar estético das coisas, que acham que precisam ser tocadas por Deus, mas não querem mais tocá-lo, que fazem todas as coisas para obter um pouco mais de lucro, mas não se preocupam com o irmão e com o Planeta... O que é preciso fazer para mudar essa realidade? Será que um dia as pessoas ficarão diferentes? Mas como líderes, temos o poder de melhorar ao menos parte das pessoas.
2° As oportunidades fora do seminário são vastas, sendo também que se é muito mais independente, alguns chamariam de liberdade, se fazia provavelmente coisas que no seminário são bastante renunciáveis, porém aqui dentro há um tempo destinado à vivencia comunitária sem questionamentos.
3° O estudo, onde se podia falar, que certo jovem ia para o seminário para estudar, hoje em dia filosofia e teologia são utilizadas para que no mundo profissional, não religioso? Essa idéia de ir para o seminário estudar é passada, há acesso, com um pouco de inteligência e vontade de trabalhar, com renuncia de algumas horas de sono, a todas as opções de faculdades interessantes (medicina, veterinária, farmácia, advocacia, administração), pois o governo está distribuindo bolsas a torta e direita. Apenas aqui no seminário, ha uma formação pessoas que dificilmente algum outro Ser Humano consegue.
4° Para padres religiosos há votos de Pobreza, obediência e castidade, valores que estão em crise ultimamente, uma crise de valores que mantém a integridade de Pessoa Humana.
Essas são algumas das dificuldades, das motivações, duvidas questionamentos que se faz do seminário e no seminário, são coisas que fazem com que escolhemos diferentes caminhos, e talvez ajude a compreender um pouco aqueles seminaristas que não ficam(caram) padres.
Jonas Rafael Ludwig

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